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Prefeitos unem região em marcha a Brasília pela aprovação da securitização

  • nascimentojornalis2
  • há 3 horas
  • 3 min de leitura

Mobilização liderada pela Amvarp e por produtores rurais cobra votação do Projeto de Lei 5.122 e reforça que a recuperação econômica do Rio Grande do Sul passa pelo fortalecimento do campo

foto: Rodrigo Nascimento/Nascimento MKT
foto: Rodrigo Nascimento/Nascimento MKT

Pantano Grande – A aprovação do Projeto de Lei 5.122, que trata da securitização das dívidas dos produtores rurais gaúchos, mobilizou prefeitos, lideranças políticas, entidades representativas e agricultores de diferentes regiões do Estado nesta terça-feira, em Pantano Grande. Organizado pelo prefeito Mano Paganotto, em conjunto com a Associação dos Municípios do Vale do Rio Pardo (Amvarp), o encontro consolidou uma frente regional de articulação política para pressionar o Congresso Nacional a pautar a matéria antes do recesso parlamentar. A principal deliberação do encontro foi a formação de uma grande comitiva que estará em Brasília entre os dias 30 de junho e 2 de julho para defender a aprovação do projeto. A proposta de lei  já foi aprovada na Câmara dos Deputados e aguarda avanço em sua tramitação no Senado. Conforme lideranças do movimento, o principal entrave não está relacionado ao mérito da matéria, mas à falta de conhecimento sobre seus efeitos e mecanismos. Por isso, prefeitos, parlamentares e representantes do setor produtivo defendem uma mobilização ampliada junto aos congressistas. A intenção é demonstrar que a securitização não representa perdão de dívidas, mas sim uma alternativa para alongar prazos de pagamento e permitir que milhares de produtores consigam recuperar sua capacidade produtiva após sucessivos eventos climáticos extremos. Representando a Amvarp, o presidente da entidade e prefeito de Encruzilhada do Sul, Benito Paschoal, afirmou que a defesa da pauta ultrapassa os limites do setor agropecuário e atinge diretamente a economia dos municípios gaúchos. Segundo ele, a crise enfrentada pelos produtores rurais tem reflexos sobre a arrecadação pública, a geração de empregos e a manutenção da atividade econômica em dezenas de cidades. “Os produtores gaúchos enfrentam uma das maiores crises da história. É seca, é enchente, é custo de produção subindo todos os dias. O que está em jogo não é apenas o agronegócio. Está em jogo a recuperação econômica do Rio Grande do Sul e a saúde financeira dos nossos municípios”, destacou. Paschoal também reforçou que a mobilização regional buscará sensibilizar a bancada federal gaúcha e lideranças nacionais para acelerar a votação da matéria. “Ninguém está pedindo perdão. Ninguém está pedindo que não se pague a conta. O que estamos solicitando é um alongamento, e existem fundos constitucionais para isso. Basta que haja boa vontade para que possamos garantir condições de recuperação aos produtores”, afirmou. O presidente da Amvarp confirmou que a associação participará ativamente da agenda em Brasília, acompanhando prefeitos, produtores e representantes de entidades do setor.

Além de Benito Paschoal, já confirmaram presença na mobilização da próxima semana o prefeito de Pantano Grande, Mano Paganotto, o prefeito de Vera Cruz, Gilson Becker, e o prefeito de Boqueirão do Leão, Paulo Joel Ferreira. Também participaram do encontro os prefeitos Sílvia Lasek, de Minas do Leão; Ricardo Froemming, de Vale Verde; Sérgio Moraes, de Santa Cruz do Sul; o vice-prefeito de Vera Cruz, Ângelo Hoff; deputados estaduais e federais, vereadores, lideranças setoriais e produtores rurais. A expectativa é ampliar a representação gaúcha na Capital Federal por meio de uma articulação envolvendo a Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), associações regionais e entidades ligadas ao agronegócio.

A força econômica do campo

A preocupação dos prefeitos com a aprovação da securitização está diretamente relacionada ao peso do agronegócio na economia gaúcha. Durante o encontro, Benito Paschoal lembrou que cerca de 40% do Produto Interno Bruto (PIB) do Rio Grande do Sul possui relação direta com o setor agropecuário, evidenciando o impacto que a crise enfrentada pelos produtores pode gerar sobre toda a economia estadual.O presidente da Amvarp, Benito Paschoal, também citou a realidade de municípios altamente dependentes da atividade rural. Em Encruzilhada do Sul, por exemplo, aproximadamente 56% da economia local está vinculada ao agronegócio. Para as lideranças presentes, a recuperação financeira dos produtores representa uma condição essencial para preservar empregos, manter investimentos, sustentar a arrecadação municipal e garantir a continuidade do desenvolvimento regional. A avaliação é de que a securitização se tornou uma pauta estratégica não apenas para o campo, mas para o futuro econômico do Rio Grande do Sul.



 
 
 

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