Amvarp reforça mobilização em defesa da cadeia produtiva do tabaco
- nascimentojornalis2
- há 2 dias
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Assembleia realizada durante a 18ª Fenachim reuniu Amvarp e Amvat para debater os impactos econômicos do setor para os municípios da região, articulação política em Brasília e fortalecimento institucional das associações regionalistas

Venâncio Aires – A Assembleia Geral Ordinária da Associação dos Municípios do Vale do Rio Pardo (Amvarp), realizada nesta sexta-feira, 8, durante a programação da 18ª Festa Nacional do Chimarrão (Fenachim), em Venâncio Aires, teve como principal eixo de debate a defesa da cadeia produtiva do tabaco e os impactos econômicos do setor para os municípios da região. O encontro reuniu prefeitos, vice-prefeitos e lideranças regionais do Vale do Rio Pardo e do Vale do Taquari, com participação da Associação dos Municípios do Alto Taquari (Amvat), reforçando a integração regional construída historicamente entre os dois vales a partir de pautas econômicas, logísticas e institucionais comuns.
Ao longo da assembleia, o presidente da Amvarp, Benito Paschoal, destacou por diversas vezes a forte dependência econômica da região em relação ao tabaco, reforçando a necessidade de atenção permanente às discussões nacionais e internacionais que envolvem o setor. Segundo ele, os municípios produtores convivem diretamente com os reflexos econômicos das restrições e debates regulatórios impostos à cadeia produtiva. “Estamos falando de uma atividade que movimenta milhões em divisas, gera empregos, sustenta famílias e impacta diretamente a arrecadação dos municípios. Precisamos estar atentos e mobilizados para defender a importância econômica deste setor para a nossa região”, salienta Paschoal.
Durante as manifestações, a presidente da Amvat e prefeita de Lajeado, Gláucia Schumacher, ressaltou que, embora o Vale do Taquari não possua a mesma dependência econômica da cadeia produtiva do tabaco observada no Vale do Rio Pardo, é fundamental compreender a relação regional construída em torno do setor e seus reflexos econômicos para os municípios vizinhos. “Mesmo não tendo esta mesma dependência econômica, precisamos compreender a realidade regional e o impacto que esta cadeia produtiva possui para os municípios vizinhos e para toda a economia desta parte do Estado”, afirma Gláucia.
Dentro deste contexto, a assembleia também debateu a participação dos prefeitos e vice-prefeitos na Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, promovida pela Confederação Nacional de Municípios (CNM). Durante o encontro, o presidente da Associação dos Municípios Produtores de Tabaco (Amprotabaco), Gilson Becker, apresentou de forma preliminar a mobilização que será realizada durante a programação do evento nacional, envolvendo representantes dos três estados do Sul. A proposta busca ampliar o debate sobre a importância econômica e social da cadeia produtiva do tabaco, além de fortalecer a representação dos municípios produtores junto aos espaços nacionais de discussão. “Precisamos mostrar, de forma organizada e responsável, o impacto econômico e social que esta cadeia possui para centenas de municípios do Sul do Brasil”, observa Becker.
A assembleia ainda tratou de pautas administrativas e institucionais da entidade. Entre os encaminhamentos esteve a regulamentação oficial da entrada do município de Minas do Leão na Amvarp, formalizando uma participação que já vinha ocorrendo nas atividades regionais. Também foi aprovada a criação da função de secretário executivo da associação, cargo que passa a ser ocupado por Rodrigo Leão, responsável pelo atendimento permanente às demandas administrativas dos municípios associados. Durante o encontro, Paschoal ainda destacou os 65 anos da Amvarp, considerada a associação municipalista mais antiga do Brasil. Segundo ele, a entidade deverá realizar uma programação especial comemorativa nos próximos meses, com possibilidade de celebração durante a semana do município de Encruzilhada do Sul, em julho.




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